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LUPUS

O que é Lupus?

O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica que provoca alterações no sistema imunológico, que é responsável por proteger nosso corpo de agentes estranhos.

Em uma pessoa que tem Lupus, os anticorpos reconhecem o tecido conjuntivo do corpo como invasor e atacam as células normais, afetando a pele, as articulações, rins e outros órgãos. Ou seja, a pessoa se torna "alérgica" a ela mesma, o que caracteriza o Lupus como uma doença auto-imune.

Entretanto, o Lupus não é uma doença contagiosa, infecciosa ou maligna. A maioria dos casos ocorre esporadicamente, indicando que fatores genéticos e ambientais têm um papel importante na doença. Sua incidência é maior em mulheres em idade reprodutiva.

A doença não aparece da mesma forma em todos os pacientes, pelo contrário, varia de casos simples que exigem intervenções médicas mínimas, a casos mais graves nos quais ocorrem danos a órgãos vitais. As principais complicações são as deformidades articulares, insuficiência renal e problemas vasculares periféricos e neurológicos. A doença é caracterizada por períodos de atividade, intercalados por períodos de remissão que podem durar semanas, meses ou anos. Alguns pacientes nunca desenvolvem complicações graves.

Quais os sintomas do Lúpus?

A doença causa alterações na pele, que se torna mais sensível ao sol e à luz. Em conseqüência disso, poderão ocorrer lesões nas áreas expostas aos raios ultravioletas, bem como vermelhidão no nariz e na face, formando uma mancha que se assemelha às asas de borboleta. É comum o aparecimento de úlceras na boca e nariz. Algumas pessoas podem sentir fadiga, ter queda de cabelo e perda de peso.

Outros sintomas são:

  • artrite (inflamação das juntas periféricas, com dor, inchaço ou fluído)
  • serosite (inflamação dos revestimentos do pulmão e do coração)
  • alterações renais (presença de proteínas e sedimentos na urina)
  • alterações neurológicas (anormalidades sem explicações - psicose ou depressão)

Qual a relação entre Lupus e doença renal?

Estima-se que cerca de um terço dos pacientes com Lúpus desenvolvam Nefrite Lúpica, ou seja, doença dos rins ocasionada pelo Lúpus.

A doença causa a perda de proteína na urina, o que pode levar à retenção de fluidos. O resultado é inchaços nas pernas, tornozelos e dedos. Esse é freqüentemente o primeiro sintoma da nefrite lúpica notado pelo paciente.

Existem ainda outros problemas renais causados pelo Lúpus. Por exemplo, infecções no trato urinário com sensação de ardor ao urinar são muitos comuns nos pacientes com lúpus e requerem um tratamento à base de antibióticos. Da mesma forma, medicamentos usados no tratamento do lúpus podem causar diminuição da função renal ou retenção de fluidos. Esses problemas normalmente desaparecem quando a medicação é descontinuada.

Existe tratamento para Lupus?

Não há cura para o Lupus, mas existe o tratamento que, quando acompanhado corretamente, permite que as pessoas que sofrem da doença vivam bem. Esse tratamento engloba, além dos medicamentos, alguns cuidados importantes:

  • O paciente com fotossensibilidade ou manchas deve evitar a exposição ao sol, fazendo sempre o uso de filtros solares.
  • O uso de corticosteróides provoca retenção de água no organismo, provocando inchaços. Nesse caso, deve-se diminuir o sal na dieta normal.
  • Sulfas, anticoncepcionais orais e penicilinas podem disparar a doença e devem ser evitados.
  • O álcool e o fumo são prejudiciais a qualquer pessoa, mas no caso de Lupus deve-se principalmente evitar a interação do álcool com sedativos e antialérgicos, e do fumo no caso de acometimento pulmonar.
  • As articulações têm estruturas que devem ser bem cuidadas. Quando inflamadas, precisam de períodos de repouso intercalados com os de atividade. Esse cuidado irá evitar o aparecimento de lesões. É importante também, estar atento à postura e posições de trabalho e lazer.
  • A prática de exercícios regulares pode ajudar a prevenir fraqueza muscular e fadiga.

Os medicamentos mais comuns para o tratamento da doença são os corticosteróides, antiinflamatórios não esteróides e os antimaláricos imunossupressores.

Dr. M.C. Riella
Médico Nefrologista - CRM 2370 PR

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